Será que a empresa J. Reis entrou pela janela? - Por Rubson Luiz 

Será que a empresa J. Reis entrou pela janela? - Por Rubson Luiz 

Claro S/A diz que não compactua com irregularidades e notificará empresa que não fornece EPi

Após tomar conhecimento das denúncias envolvendo a empresa acreana J.Reis, que foi denunciada por irregularidades que vão desde o não fornecimento de EPI ao não pagamento de direitos de seus trabalhadores, a CLARO tratou logo de se explicar.

Em nota, ela informou que não “compactua com nenhum tipo de irregularidade, bem como verifica e exige que todas as empresas que lhe prestam serviços sejam cumpridoras da legislação trabalhista e de todas as Normas Regulamentadoras determinadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego que tratem de temas relacionados a Saúde e Segurança do Trabalho”.

 A nota, na realidade, não espelha a realidade, pois se realmente não compactuasse com irregularidades jamais teria contratado a J. Reis para os trabalhos de instalação e manutenção da rede de seus clientes. Diariamente, dezenas de trabalhadores da J. Reis trabalham sem as mínimas condições, arriscando suas integridades físicas por falta de EPI, dentre outras irregularidades.

 Na realidade, a própria Claro S/A, pode ter sido enganada por seus próprios funcionários em Rondônia. A vida pregressa das empresas pode ser acompanhada facilmente pela Internet. Apenas os responsáveis da Claro S/A pela contratação de empresas terceirizadas não viram que a J. Reis não tem o perfil para trabalhar com uma gigante do setor da telefonia que é a Claro.

 Não é de hoje que a J. Reis vem aprontando das suas e já é conhecida no Acre pelos mesmos motivos. Outro questionamento a ser feito é que a empresa que anteriormente prestava o serviço teve o contrato rescindido misteriosamente, mesmo estando em dias com suas obrigações e cumprindo religiosamente as tais normas regulamentadoras da legislação trabalhista, informa o Sinttel.

 Atualmente, as empresas de telefonia estão no topo das reclamações, segundo o Procon, em todo o País. Certamente a contratação de empresas terceirizadas desqualificadas devem influir muito nessas reclamações. Trabalhadores descontentes sempre geram péssimos serviços e mais ônus às empresas em que trabalham.

 Mais outro motivo de sobra para nunca a J. Reis ter sido contratada é que ela já fora notificada e multada por causa de irregularidades, mas continua atuado livremente no mercado. É bom que se diga que:

 Os acidentes de trabalho causadas pela negligência da empresa em fornecer os itens de EPI necessários para o colaborador, podem implicar em processo civil e criminal por omissão.

 Se durante uma fiscalização, o colaborador não estiver utilizando o EPI, a empresa terá que pagar multa. O valor dessa multa depende do risco que o colaborador corre e do número de funcionários irregulares.

 As perguntas que ficam são as seguintes: Será que, em caso de morte, a empresa vai custear a indenização à família do trabalhador, pois vem se recusando, inclusive a pagar o piso salarial desses colaboradores? Se houver um acidente, essa empresa terá a responsabilidade em custear as despesas médico-hospitalares desse trabalhador, se não fornece sequer EPI?

 Sobram perguntas e faltam respostas. A Claro está com o nome em jogo e não pode ser refém de uma empresa terceirizada que está mais preocupada com o lucro. 

Fonte: Via Rondônia/Rubson Luiz
Publicada em 04 de dezembro de 2018 às 08:14

 

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