Vereador lamenta aumento de casos de feminicídio durante sessão na Câmara de Cacoal

Vereador lamenta aumento de casos de feminicídio durante sessão na Câmara de Cacoal

“Perguntei a Deus se compensa ser um representante do povo? se ficarei de mãos atadas vendo tantas injustiças, estupidezes, atrocidades, ignorâncias ocorrerem por interesses escusos” com essa reflexão o vereador Dr. Paulo Henrique, abriu seu discurso na tribuna da Câmara, na última segunda-feira (22).

Dr. Paulo, frisou que todos os dias, a violência contra mulheres engrossa estatísticas do País, impondo uma histórica e cruel realidade de opressão, maus tratos, discriminação e preconceito por gênero.

Em janeiro, Vanuza da Silva, de 48 anos, foi morta com golpes de canivete pelo namorado na cidade de Alto Alegre dos Parecis. Também em janeiro, a adolescente de 16 anos, maria Cláudia Borges, foi assassinada, por estrangulamento, pelo namorado dentro de uma vila de apartamentos na capital.

Em fevereiro, foi assassinada Antonieli Nunes Martins, de 32 anos, em Pimenta Bueno, por anunciar a gravidez ao seu companheiro. O agressor decidiu matá-la porque não queria assumir a paternidade do bebê que ela esperava.

Em março, uma jovem de 22 anos, identificada como Vitória Beatriz de Souza Franco, foi morta com sete facadas pelo marido, em Ariquemes

Em abril deste ano, Rayane Ferreira nascimento, foi morta com tiros de arma de fogo, após se recusar dançar com o companheiro em alvorada do oeste. Agora, em novembro de 2022, mais um caso de feminicídio em Cacoal. Trata-se de Katia Juliana Garcia Farias, 29, morta a pauladas pelo seu companheiro na zona rural do município.

E agora José? Rondônia registrou 6.329 casos de violência contra a mulher entre janeiro e agosto de 2022, dados do Observatório Estadual de Segurança Pública.

Rondônia ocupa o quinto lugar no Brasil nos índices desse tipo de crime. Apesar dos esforços dos Poderes e da própria sociedade, os resultados do enfrentamento à violência contra a mulher não se apresentam na velocidade e urgência que a situação exige. “Ao invés de implementar as Leis nas escolas, o prefeito Adailton Fúria resolveu questionar a lei no Poder Judiciário alegando vício de iniciativa. O único vício é o vício repetitivo do prefeito em erros cada vez mais crassos e oligofrênicos. Cacoal sairia na frente em Rondônia caso o prefeito implementasse a Lei de combate à violência doméstica.

A prefeitura de Cacoal deveria seguir a orientação da OAB/RO. Trabalhar com diversas ações para combater a violência contra a mulher. Quem perde com a inércia desta administração são as mulheres do nosso município.

Mulheres de Rondônia reafirmo o meu compromisso com a prevenção e enfrentamento a todas as formas de violência. Recebam o meu amparo e saibam que a prática de violência será sempre repudiada pelo nosso mandato.

E agora José? Quem poderá nos defender? Até quando as mulheres sofrerão violência, assédio e escutarão o silêncio estarrecedor do prefeito Fúria e da sua administração municipal? As mulheres estão fragilizadas com o Silêncio Mortal de quem deveria olhar por elas” complementou o vereador.

“Já me perguntaram sobre o porque sou oposição à administração municipal. Para bom entendedor meia palavra basta”.

Para finalizar ressaltou: “Deixo uma reflexão para nossa população: Eu decidi que é melhor gritar. O silêncio é o verdadeiro crime contra a humanidade. A passividade é inútil na luta contra o combate à violência doméstica” concluiu Paulo Henrique.

Fonte: Assessoria de Comunicação
Publicada em 22 de novembro de 2022 às 11:04

 

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