Propagandas biodegradáveis: ideia ganha apoio e vira projeto de lei

Propagandas biodegradáveis: ideia ganha apoio e vira projeto de lei

Em 2018, o economista Pedro Carvalho, 24 anos, estava a caminho de sua seção eleitoral para votar quando quase tomou um tombo ao escorregar em um monte de panfletos espalhados pelo chão que tanto se multiplicam pelas ruas em época de eleição. Quando voltou para casa, Carvalho decidiu entrar no portal e-Cidadania e sugerir uma ideia aos parlamentares. Primeiro, pensou que a distribuição de santinhos devia ser proibida — na verdade, a legislação eleitoral já proíbe a entrega de panfletos no dia de eleição. Então pensou numa solução mais abrangente.

— Eu sabia que os parlamentares não iam concordar com a proibição total — diz Carvalho, que procurou evitar maior resistência política.

Ele resolveu pesquisar formas menos danosas de distribuição de panfletos e deparou com uma reportagem sobre um candidato que imprimiu seus santinhos em papel biodegradável, com sementes.

— Achei uma ótima ideia. Ninguém ia discordar — lembra o economista, que entrou no site do e-Cidadania e cadastrou sua proposta: a obrigação de que todos os santinhos eleitorais sejam impressos em papel biodegradável.

A divulgação foi tímida. O autor enviou a ideia apenas para o grupo de sua família no WhatsApp e para uma comunidade de cerca de 500 pessoas no Reddit, uma rede social. Mesmo assim, a proposta viralizou rapidamente e alcançou os 20 mil apoios necessários para se tornar sugestão legislativa e ser discutida pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

Em março de 2019, a CDH apresentou o Projeto de Lei (PL) 2.276/2019, pelo qual “a  produção  impressa  de  propaganda  eleitoral  será  realizada somente  a partir da utilização de material biodegradável”. Atualmente, a matéria está  sob análise da Comissão de Meio Ambiente (CMA).

Pedro Carvalho comemora o fato de ter levado a discussão ao Parlamento.

— A distribuição de panfletos é uma prática arraigada, mas que pode ser melhorada — diz.

De fato, a própria expressão “santinho” remete à antiguidade do costume. As campanhas eram feitas principalmente ao redor das paróquias. Segundo o colecionador Fernando Leite, os candidatos costumavam carimbar seus nomes em estampas devocionais com santos e depois distribuí-las após as missas. Hoje, mesmo com o uso de ferramentas como redes sociais e aplicativos de celulares para fazer campanha eleitoral, a prática dos "santinhos" ainda não dá sinais de extinção. Uma parcela significativa da população decide o voto na última hora e o acesso à internet no momento da votação é limitado.  

Fonte: Agência Senado

Fonte: Agência Senado
Publicada em 18 de outubro de 2021 às 09:20

 

Leia Também

Veja como os partidos distribuíram as emendas individuais para ministérios no Orçamento 2022

Saúde e Cidadania ganham mais recursos; Desenvolvimento Regional perde

Deputado Jair Montes pede que governo do Estado agilize as cirurgias eletivas com a contratação de hospitais e clínicas particulares

Parlamentar propôs exemplo do governo de Mato Grosso do Sul para que o preço por cirurgia seja ajustado conforme a realidade de mercado

Hildon Chaves assina ordem de serviço para três obras de infraestrutura em Porto Velho

Obras são estratégicas para a população da capital

Judoca Danilo Silva é tricampeão da Paralimpíadas Escolares Brasileiro

 Paraatleta rondoniense está brilhando nas Paralimpiadas Escolares Brasileiro

Envie seu Comentário