Guerra de Facções: Justiça de Porto Velho manda a Júri Popular acusados de matar tatuador com 25 tiros

Guerra de Facções: Justiça de Porto Velho manda a Júri Popular acusados de matar tatuador com 25 tiros

O Juízo da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Porto Velho decidiu que Alexandre Almeida Lima, conhecido como “Diamante”, e Lucas Carvalho de Oliveira, o “Mucalelê”, deverão enfrentar o Tribunal do Júri. Eles são acusados do assassinato de Ezequiel Menezes Leal, ocorrido em dezembro de 2023, dentro de um estúdio de tatuagem no bairro JK.

De acordo com a denúncia do Ministério Público (MPRO), o crime foi uma execução planejada no contexto de guerra entre as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC). A vítima, Ezequiel, teria "rasgado a camisa" (abandonado) do CV para integrar o PCC, passando a desafiar os antigos aliados.

O Crime e a Dinâmica
O ataque aconteceu na noite de 30 de dezembro de 2023. Segundo os autos:

Logística: Alexandre ("Diamante") teria comandado a ação e atuado como piloto de fuga em um veículo Honda Fit.

Execução: Lucas e outros dois comparsas — um adolescente e um homem já falecido — invadiram o local. Lucas teria quebrado a porta de vidro com um tiro para dar início à invasão.

Crueldade: Ezequiel foi atingido por 25 disparos de calibre 9mm. Relatórios indicam que ele tentou usar uma bicicleta como escudo, mas foi alvejado mesmo após cair ao solo.

Confissão e Provas
Um dos pontos determinantes para a pronúncia foi a confissão detalhada de Lucas Carvalho à polícia. Ele relatou ter recebido R$ 300,00 pela execução e afirmou que decidiu confessar por ter se tornado evangélico e desejar "pagar sua dívida com a justiça". Embora a defesa tenha alegado coação, o magistrado manteve a validade do depoimento, reforçado por imagens de câmeras de segurança e testemunhos de policiais.

Já a defesa de Alexandre alegou que ele estaria escondido em outra residência no momento do crime, mas o álibi foi considerado isolado e sem provas contundentes pela Justiça nesta fase processual.

Acusações
Os réus responderão por:

Homicídio Qualificado: Por motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima e emprego de arma de fogo de uso restrito.

Corrupção de Menores: Devido à participação de um adolescente de 16 anos na ação.

Prisão Mantida
Na decisão proferida nesta terça-feira (3), o juiz negou aos acusados o direito de recorrer em liberdade. Os réus permanecem presos preventivamente para garantia da ordem pública, aguardando agora a marcação da data do julgamento pelos jurados (populares), que darão o veredito final sobre o caso.

Fonte: Via Rondônia
Publicada em 04 de fevereiro de 2026 às 12:11

 

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