Campanha para brasileira não ser deportada dos EUA bate meta de R$ 160 mil

Campanha para brasileira não ser deportada dos EUA bate meta de R$ 160 mil

Bruna Caroline Ferreira foi presa por agentes de imigração nos Estados Unidos, que afirmaram que a brasileira é uma "imigrante criminosa ilegal" que já havia sido presa antes por agressão e não tem visto válido desde 1999

A campanha de arrecadação para custear a defesa da brasileira Bruna Caroline Ferreira, presa por agentes de imigração nos Estados Unidos, bateu a meta de US$ 30 mil (cerca de R$ 160 mil). Ela é mãe do sobrinho de 11 anos da secretária de imprensa e porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.

Campanha hospedada na plataforma GoFundMe é gerida por Graziela, irmã de Bruna. Na página, ela informa que o valor arrecadado será destinado a cobrir os honorários advocatícios, visando que ela permaneça no país, e as despesas necessárias para "dar à Bruna a melhor chance possível de voltar para casa a tempo das festas de fim de ano".

A meta foi batida na quinta-feira (27), dia do feriado de Ação de Graças, nos EUA. Graziela afirmou que a família estava grata pelo apoio recebido de conhecidos e estranhos. "Esta época de festas traz muitas emoções, mas escolhemos nos concentrar nas bênçãos -e cada um de vocês são uma delas. Obrigado por nos darem força e por acreditarem na causa de Bruna", acrescentou.

A arrecadação teve ao menos 657 doações e já ultrapassou US$ 35 mil (cerca de R$ 186 mil). A maior contribuição, registrada há oito dias, foi de US$ 5.000 (R$ 26,7 mil), feita por uma pessoa que preferiu não se identificar.

Segundo Graziela, Bruna chegou aos EUA com os pais em 1998, ainda quando era criança. A irmã afirmou que a brasileira "sempre manteve seu status legal, cumpriu todas as exigências e nunca deixou de fazer o que é certo". O advogado da família de Bruna também diz que ela havia se inscrito no programa Ação Diferida para Chegadas na Infância (DACA, na sigla em inglês), que oferece isenção de deportação e permissão de trabalho para imigrantes trazidos para os EUA quando crianças, informou a agência de notícias Reuters.

Bruna foi detida no início do mês perto de Boston. Um porta-voz do Departamento de Segurança Interna disse a veículos locais que ela é uma "imigrante criminosa ilegal" que já havia sido presa antes por agressão e não tem visto válido desde 1999. A brasileira está detida no Centro de Processamento do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos) no estado da Louisiana e aguarda deportação, segundo o órgão.

O advogado dela, Todd Pomerleau, nega histórico criminal da cliente. Em entrevista à ABC News, Pomerleau disse que Bruna nunca respondeu por nenhum crime e pediu para o ICE a provar as acusações.

Bruna entrou nos EUA ainda criança e era protegida por esse status. A brasileira, segundo a defesa, estava no processo de obtenção do green card, o visto permanente para imigrantes no país, e vivia, enquanto isso, sob as regras do DACA. O mecanismo tem sido alvo de ataques do presidente dos EUA, Donald Trump, desde seu primeiro mandato. A secretária-assistente de Segurança Interna, Tricia McLaughlin, chegou a dizer em entrevista que o programa não protegia os beneficiários de deportações.

Prisão aconteceu quando brasileira ia buscar o filho. Segundo o advogado de Bruna, ela e o irmão da porta-voz de Trump, Michael Leavitt, já foram noivos, e agora dividiam a guarda do menino. Michael contou à imprensa local que o filho não fala com a mãe desde a detenção, admitiu que é uma situação difícil e disse que só quer o melhor para a criança.

Pessoa próxima disse que o menino de 11 anos vive com o pai desde que nasceu. Em entrevista à CNN americana, a fonte, que não foi identificada, contou que eles moram em New Hampshire e que Karoline Leavitt e Bruna não se falam há muitos anos. Procurada pela imprensa, a secretária de Trump não quis se pronunciar.

Fonte: Noticias ao Minuto
Publicada em 01 de dezembro de 2025 às 11:07

 

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