Apoiadores de Maduro se manifestam em Caracas por sua libertação

Apoiadores de Maduro se manifestam em Caracas por sua libertação

Milhares de apoiadores do presidente venezuelano deposto Nicolás Maduro, sequestrado pelos Estados Unidos no sábado (3) junto com sua mulher, se manifestaram nesta segunda-feira em Caracas, pedindo sua libertação.

Organizada a pedido do governo, a manifestação ocorreu em paralelo à investidura da presidente interina Delcy Rodriguez e enquanto Maduro, levado à força pelos americanos para Nova York, se declarou inocente perante a Justiça dos Estados Unidos, em uma primeira audiência em Tribunal.

Os manifestantes gritavam o slogan "Maduro, aguenta! Venezuela levanta!", que rima em espanhol (Aguante/Levante), informaram jornalistas da agência de notícias francesa AFP, que estão no local.

"Trump, Marco Rubio, malditos assassinos e sequestradores. Onde está realmente a verdadeira justiça nos Estados Unidos?", lia-se em um cartaz.

Alguns manifestantes exibiam brinquedos com as caras de Maduro e de Cilia Flores, a primeira-dama também levada à força para os Estados Unidos durante a operação de sábado.

No palco, um dos organizadores anunciou o que Maduro havia se declarado inocente no tribunal em Nova Iorque: "Não sou culpado, eu sou um homem honesto, continuo a ser o presidente da Venezuela."

Nicolás Maduro Guerra ou Nicolasito, como é chamado o filho de Nicolás Maduro, juntou-se aos manifestantes após a posse de Delcy Rodriguez e disse ter tido uma "comunicação indireta com o presidente", embora não pudesse "dizer mais nada".

"Lá [nos EUA] temos uma boa equipe que nos apoia e nos ajuda a defender a dignidade", disse ele, sob aplausos.

"Marchamos porque queremos mostrar ao mundo que o nosso presidente Nicolás Maduro e a nossa primeira combatente Cilia Flores não estão sozinhos. Um povo pronto a dar a sua vida por eles", garantiu Antony Quintana, de 39 anos, funcionário municipal.

A demonstrator holds action figures of

Protesto em Caracas contra o sequestro de Nicolás Maduro - REUTERS/Maxwell Briceno/Proibida reprodução

No final de semana, os Estados Unidos lançaram "um ataque em grande escala contra a Venezuela" para capturar e julgar Maduro e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.

Após breves declarações em um tribunal de Manhattan na segunda, em que ambos se declararam inocentes das acusações de tráfico de droga, corrupção e lavagem de capitais, a próxima audiência de Maduro e Cilia Flores, que vão continuar detidos, ficou agendada para 17 de março.

A comunidade internacional dividiu-se entre a condenação ao ataque dos Estados Unidos a Caracas e saudações pela queda de Maduro.

A UE defendeu que a transição política na Venezuela deve incluir os líderes da oposição María Corina Machado e Edmundo González, ao passo que o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou para que a ação militar norte-americana poderá ter "implicações preocupantes" para a região, expressando preocupação com a possível "intensificação da instabilidade interna" na Venezuela.

Fonte: Agência Brasil
Publicada em 06 de janeiro de 2026 às 11:27

 

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