Ex-prefeita cassada tenta agora uma cadeira de deputada estadual pelo PSD, mas Justiça Eleitoral cobra certidões e quitação eleitoral e dá três dias para sanar irregularidades
A tentativa de Raissa da Silva Paes de voltar ao cenário político, agora como candidata a deputada estadual pelo PSD, começa cercada por problemas na Justiça Eleitoral. Ex-prefeita cassada, Raissa teve irregularidades apontadas pelo Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) em seu pedido de registro de candidatura.
Conforme intimação datada de 16 de agosto de 2026, a candidata recebeu prazo de três dias para suprir as irregularidades verificadas no Requerimento de Registro de Candidatura (RRC) e nos documentos apresentados. O alerta é direto: o descumprimento poderá resultar no indeferimento do pedido.
Entre as exigências, o TRE-RO determina a apresentação de certidões cíveis e criminais da Justiça Estadual de 1º e 2º graus. O documento ainda estabelece que, caso existam ações judiciais criminais em andamento, deverão ser apresentadas certidões de objeto e pé dos respectivos processos.
Multa eleitoral aparece no cadastro
Outro ponto chama atenção. No campo referente à quitação eleitoral, a intimação informa que Raissa precisa comprovar sua regularidade devido à presença de multa eleitoral ASE 264.
O documento relaciona a anotação à Lei nº 9.504/97 e registra informações obtidas da base de dados do Cadastro Eleitoral em 16 de agosto de 2026.
A existência da multa não significa, isoladamente, que a candidatura será rejeitada. Raissa terá oportunidade de apresentar documentos e comprovar a regularização dentro do prazo concedido pela Justiça Eleitoral.
Passado político aumenta cobrança
As pendências ganham peso político diante do histórico atribuído à candidata. Depois de já ter deixado uma Prefeitura em meio a uma cassação, Raissa Paes tenta retornar às urnas buscando agora uma cadeira na Assembleia Legislativa de Rondônia.
O contraste tende a alimentar o debate eleitoral: uma candidata que busca reconstruir espaço político precisa, antes mesmo de enfrentar os adversários nas urnas, resolver exigências formais apontadas pela Justiça Eleitoral em seu próprio pedido de registro.
Isso não significa que Raissa esteja inelegível nem que sua candidatura já tenha sido indeferida. O documento apresentado é uma intimação para regularização, e não uma decisão final contra o registro.
Mas o episódio coloca a candidatura sob pressão logo na largada. Para quem tenta voltar ao protagonismo político depois de uma cassação, começar uma nova disputa tendo de correr contra um prazo da Justiça Eleitoral para evitar o indeferimento do registro está longe de ser a estreia que qualquer candidato gostaria de apresentar ao eleitor.
Fonte: Via Rondônia
Publicada em 17 de agosto de 2026 às 20:15