Mais de 50 povos se reúnem em protesto contra municipalização da saúde indígena em Porto Velho

Mais de 50 povos se reúnem em protesto contra municipalização da saúde indígena em Porto Velho

Um protesto reuniu 52 povos indígenas em frente ao Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) em Porto Velho, no início da manhã desta segunda-feira (25).

A manifestação foi contra a medida provisória do Governo Federal que modifica a política indigenista brasileira e municipaliza os serviços de saúde de indígenas.

Atualmente, o atendimento médico dos povos indígenas é responsabilidade do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena, e mantido com recursos da União. A proposta prevê que essa responsabilidade passe para o município.

Segundo Aurélio Tenhari, assessor do DSEI, a reivindicação é para que o governo ouça também o lado indígena antes de tomar a decisão da municipalização.

"A partir do momento que municipalizar a saúde indígena ela vai trazer genocídio aos povos indígenas, porque vai tá morrendo gente", disse Aurélio.

De acordo com os manifestantes a prefeitura não tem condições de realizar esse atendimento.

A prefeitura de Porto Velho informou que na semana que vem a secretária municipal de saúde deve ir a Brasília para tratar do assunto.

Ao G1, o Ministério da Saúde informou que ações de saúde indígena são de responsabilidade da pasta e que o caso ainda está sendo objeto de análise.

Leia abaixo, na íntegra, a nota do Ministério da Saúde:

O Ministério da Saúde esclarece que a realização de ações na Atenção à Saúde Indígena desenvolvidas pela Secretaria Especial de Saúde indígena (SESAI) é uma das atribuições da pasta e que as eventuais mudanças no desenvolvimento dessas ações de vigilância e assistência à saúde aos povos indígenas ainda estão sendo objeto de análise e discussão.

Cabe ressaltar que não haverá descontinuidade das ações. Para isso, o Ministério tem se pautado pela garantia da continuidade das ações básicas de saúde, a melhoria dos processos de trabalho para aprimorar o atendimento diferenciado à população indígena, sempre considerando as complexidades culturais e epidemiológicas, a organização territorial e social, bem como as práticas tradicionais e medicinais alternativas a medicina ocidental.

Fonte: G1
Publicada em 25 de março de 2019 às 16:03

 

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