Famílias de pacientes autistas terão que esperar “fila de espera” em Porto Velho

Famílias de pacientes autistas terão que esperar “fila de espera” em Porto Velho

Desde o final do ano passado, a escola dos pacientes portadoras de autismo passou por algumas mudanças pedagógico-administrativas, ganhando uma nova sede e maior investimento em sua estrutura por parte da Prefeitura, mas o velho problema da falta de vagas continua. O local não comporta toda a demanda de alunos e são obrigados a entrar numa “lista de espera”, que na realidade é uma fila que não anda.

O site VIARONDONIA recebeu o pedido de ajuda de vários pais de alunos que pretendem iniciar 2019 dando uma educação especial de melhor qualidade para o filho. Segundo eles, a escola dos autistas (a AMA – uma associação sem fins lucrativos, mantidos 100% por doações e pela Prefeitura) já tem uma lista pronta das crianças que foram aprovadas na “chamada escolar” realizada pelo Município.

A lista é pequena para o tamanho do problema: enquanto a escola tem capacidade para atendimento diário de aproximadamente 50 alunos, há uma lista de espera, de centenas de crianças aguardando por uma vaga. O problema é mais que estrutural, é de saúde pública, já que os experts no assunto dizem que o crescimento da população autista só aumenta: atualmente está em 1 para cada 68 habitantes.

Apesar da proporção, o poder público tem o dever de olhar por essas crianças e não é raro que pais desses alunos recorram ao Conselho Tutelar e o Ministério Público para fazer valer seus direitos. Em maio desse ano, a própria Prefeitura da capital aprovou a Lei 2522/2018 que estabelece uma política municipal para atendimento a pessoas com esse tipo de “transtorno invasivo do Desenvolvimento”.

No Estado, o ex-deputado Jesualdo Pires, aprovou uma Lei que cria o Sistema Estadual de Assistência à pessoa Autista que facilita, inclusive o acesso dessas crianças à educação especial nas escolas da rede pública de Educação. O Estado, no entanto, não possui um estabelecimento educacional especializado em atendimento ao autismo, já que APAE e Pestalozzi não possuem expertise no assunto, apesar de serem reconhecidamente pioneiras no tratamento de outras especialidades.

O certo é que ainda falta muito para que o poder público ofereça a essas crianças autistas uma rede de atendimento fácil à saúde e à educação. O tratamento (não há prevenção) ao autismo deveria ser parte de uma política de Estado, onde seus portadores tivesse um tratamento digno e deixarem de ser “escondidas” dentro de casa por pais que seguramente não tem a menor ideia do que seus filhos tenham. 

Fonte: VIA RONDÔNIA
Publicada em 05 de dezembro de 2018 às 14:24

 

Leia Também

Em Brasília, Edwilson Negreiros luta por recursos para Porto Velho

Na tarde de quarta-feira, 13, Edwilson foi recebido em audiência pelo senador Marcos Rogério

Pressionado no Congresso, governo avalia lotear cargos no 2º escalão

Governistas vão tentar evitar que distribuição soe como fisiológica

Pela segunda vez, Gilmar Mendes manda soltar prefeito de Mauá (SP)

Alvo da Operação Trato Feito, deflagrada em maio, o político é acusado de ser beneficiário de um mensalão de R$ 500 mil, supostamente pago por um grupo de nove empresas fornecedoras da administração municipal

Bolsonaro define idades mínimas de 62 e 65 anos na Previdência

Decisão foi tomada após reunião com a equipe econômica, na tarde desta quinta-feira (14)

Envie seu Comentário